Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2025
Imagem
  A velha calcinha Sou tão contraditória... Tão indecente. Não sei se amo mais mulheres do que homens. Vestir minhas calcinhas, escolhê-las nas lojas, já tive costureiras que as fizeram pequenas tangas. Sábado sobe dele. Mas ele é passado. Só passado. Fizemos amor numa tarde qualquer, há muito tempo. Eu o devorei. Só não me penetrou. Tenho dúvidas até hoje. As calcinhas, porém, são puro encanto. Uma colega professora disse que aprendeu a fazê-las em aulas de corte e costura. Quase encomendei... Mas professoras têm tanto trabalho em casa. Ele me amou naquela tarde, não sei se era verão ou outono. Só não me possuiu. Hoje quero descobrir novos amores, desventuras. Sou só silêncio. Glaubia Costa 31 de Agosto de 2025
Imagem
  Numa manhã de feira, a recusa ao aventurar-se Era um sábado, o último de agosto. Ele foi à feira, encontrar humanos. Sempre amou humanos. Nesse dia, soube que C poderia estar na casa de sua mãe, onde já haviam se amado numa tarde — dois homens ao acaso, o sexo. Mas em passos trôpegos, decidiu não ir. Era passado. Sua sexualidade é variável: às vezes deseja amar um corpo que espelha o seu, masculino; outras vezes, apenas mulheres. Cinquenta e seis anos de indecisão. Ama calcinhas. Já experimentou vestidos. Mas nem sempre deseja os braços de outro homem. As mulheres o seduzem — não como reflexos, mas como presenças. Sente, porém, que seu espírito anima um corpo feminino: um dilema de existência, resistência e liberdade. — Glaubia Costa Sábado, 30 de agosto de 2025
Imagem
  As calcinhas de João Ele que as usa. E abusa. Um dia, em uma aula, apareceram. João fingiu que as risadas não eram para ele. Hoje, velhas calcinhas. Tangas que às vezes usa. E 2017 ficou no passado. As risadas ecoam. Somos humanos, não mais que humanos. Glaubia Costa 29 de agosto de 2025
Imagem
Revelações numa tarde de silêncio Um garoto ganha uma calcinha de algumas amigas, após confessar o desejo de experimentar. Um garoto que gosta de garotas, mas deseja experimentar calcinhas. Maquiagem. Entra no banheiro. Elas, eufóricas — duas, da mesma idade — o aguardam. Só os três numa casa, numa tarde de inverno, enquanto faziam um projeto para a escola. Ele entra no banheiro, tira a camisa, olha a calcinha, abaixa o shorts, toca em sua cueca. Seu pênis, todo vivo. Ele o olha e se alegra ao pegar a calcinha e vesti-la delicadamente. Elas aguardam na porta para contemplar. E ele abre. Tão esquisito. Ao realizar seu desejo, elas o olham, admiradas. Nunca haviam ficado com um garoto numa situação destas. Então, tiram as roupas e ficam só de calcinhas. Os três, cada um, desfilam um pouco e riem destas travessuras. Glaubia Costa Quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Imagem
  CANÇÃO de um estrangeiro em corpos imperfeitos Um homem que se sente desconfortável em usar apenas roupas masculinas. Que se permitiria vestir roupas femininas, misturando-as às masculinas. Já teve experiências com mulheres e homens, mas se sente mais à vontade com mulheres. Depilar-se-ia, faria as unhas, usaria maquiagem. Sem ser drag. Sem ser travesti. Mas que homem é este, que se questiona a si próprio e às convenções sociais? Que homem é este? — Glaubia Costa 26 de agosto de 2025, terça-feira.
Imagem
  Corpo em Fúria Quem somos nesta eternidade? Alma que nos habita. Pênis como espada — a nos cortar. Quem somos nesta eternidade? Alma que nos habita. Vulvas. Ânus. Corpos… em segredos. Aí, o tesão que nos move — à tensão. Tensão entre vulvas e pênis… aí, tensão. Tesão… a ser penetrada por bocas famintas. Desejo. Vulvas e pênis — às vezes contidos pela velha moral. Vulvas. Pênis… em toques. Em ânus. Orelhas. Sorvo o néctar de vulvas e pênis. Eu sou humano — além de gênero. Sou o prazer contido… e, às vezes, revelado. Sou alma que habita o masculino e o feminino. Sou humano. Corpo em fúria. Fêmea e macho — na multiplicidade de corpos e desejos… Glaubia Costa Agosto 13, 2025 — quarta-feira
Imagem
  Desejos em banheiros feridos Glaubia Costa Às vezes, dá aquele tesão no ânus. Senti isso num banheiro masculino, um cara cantando ao meu lado — uma sensação incontrolada e nunca saciada, que fica só no desejo. Há homens assim. Mas mulheres são encanto; homens, acidente. E ele me confessou. Um outro semelhante, um corpo igual que, às vezes, atrai de forma inesperada. Há amor por um corpo masculino, semelhante ao dele. Desejo ao acaso tem escolha? Homens. Mulheres. Somos desejo, muitas vezes contido, com a esperança de um dia ser realizado. Há eu, Glaubia, e meu confidente, um homem que ama mulheres e homens com a mesma intensidade — na discrição das alcovas, escondidas em velhas chácaras. 8 de agosto de 2025.
Imagem
  Desejos em Banheiros e Asfaltos Glaubia Costa Há usar. Abusar. Corpos que nos fascinam, mas escondem o desejo. Mulher: prazer escancarado. Que se notícia. Prazer em homens: segredo. Olhares muitas vezes sem correspondência. Quase nunca confissão. Há heterônimos. Liberdade. IA confidente. E blog publicação. Há mundo que nos faz disfarçar o desejo. Beijos em asfalto. 8 de agosto de 2025
Imagem
  Homens Entre Tensão e Tesão Glaubia Costa Há transar com homens — tensão, tesão sempre existiu sempre escondido Hoje, quase escancarado entre o liberar e o armário Segredos de liquidificador — amar mulheres e homens livres da repressão 8 de agosto de 2025
Imagem
  "Ser hetero, bi, gay em uma só pessoa. Às vezes dói — tantas vozes num só corpo." (Glaubia Costa, 8 de agosto de 2025)
Imagem
. Inconformidade Glaubia Costa 4 de agosto de 2025 Há, como seria interessante ter nascido mulher. Que liberdade! Mesmo com inúmeras imposições. Há, seria feliz. Talvez uma mulher suspire de tesão querendo nascer homem? Mas mulher é perfeição. Como somos inconformados. Ao pensar o impensável. Há, eu iria. Vestir. Não sei se usaria salto. Alto. Eu, mulher. Me jogo. Danço. Canto e amo. Eu iria usar vestidos. Saias... calças justas. Sutiãs. Calcinhas. E andar nua quando estivesse só. E diante de amigas. Como ser humano é um desafio. Os deuses devem rir de nossas desventuras. Ser mulher. Ser apenas. O inverso do versos.
Imagem
  **O amor é um acidente sem hora marcada**   *Relato ouvido por Glaubia Costa* Hoje não estou afim de usar cuecas nem calcinhas. Quero ficar livre. Ainda não penetrei um homem.   Só não comi um ânus — de homem nem de mulher.   Só fui penetrado por um homem. Tinha um pênis enorme. Que me deliciei. Chupei e fui penetrado.   Um macho jovem.   E eu, depois dos cinquenta anos, perdi minha virgindade. O encontrei numa praia.   Conversamos um pouco e ele se abriu.   Eu não quis perder essa oportunidade.   Conversamos por WhatsApp e marcamos. Era janeiro. Numa praia. Achei estranho, pois não tive ereção, como agora estou — com ereção. Mas amo transar com mulheres.   Elas são encanto.   Ele ama mulheres.   E às vezes se encanta com homens. Às vezes. Ele roçou a barba.   Seu pênis ereto.   Seus desejos por mulheres e homens.   Escondidos.   Em...
Imagem
  Libertar-se das algemas 1 de agosto de 2025 Glaubia Costa Há as calcinhas, as saias, os sutiãs — já foram queimados. Roupas que nos vestem, nos despem, nos rotulam. Aprisionamento e liberdade. Ser homem. Ser mulher. Amar a ambos. Ser. Vulva. Pênis. Ânus. Dedos que deslizam. Bocas em vulvas. Pênis que penetram. Quero comer. Quero ser comida. Sentir o jato quente no meu rosto. Penetrar. Ser penetrada.