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Numa manhã de feira, a recusa ao aventurar-se
Era um sábado, o último de agosto.
Ele foi à feira, encontrar humanos. Sempre amou humanos.
Nesse dia, soube que C poderia estar na casa de sua mãe, onde já haviam se amado numa tarde — dois homens ao acaso, o sexo.
Mas em passos trôpegos, decidiu não ir. Era passado. Sua sexualidade é variável: às vezes deseja amar um corpo que espelha o seu, masculino; outras vezes, apenas mulheres.
Cinquenta e seis anos de indecisão. Ama calcinhas. Já experimentou vestidos. Mas nem sempre deseja os braços de outro homem. As mulheres o seduzem — não como reflexos, mas como presenças.
Sente, porém, que seu espírito anima um corpo feminino:
um dilema de existência, resistência e liberdade.
— Glaubia Costa
Sábado, 30 de agosto de 2025
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