Eu assino. Eu me assassino. Meu corpo pede. Minha alma respira. Num quarto. Ventilador. Verão. Vulvas. Pênis. Eu, doida de tesão. Meu cu pisca. Pica. O pau pulsando. Eu afronto as representações. Desejos de verão. Sou homem. Sou mulher. Humana. Viver é desejar. Quero ser atravessada. Quero atravessar. Macho e fêmea num só corpo, em ebulição. Amar. Ser. Sou homem. Mulher. Sou viva. Desejo em caos. Glaubia Costa Verão 2025
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Mostrando postagens de dezembro, 2025
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O homem que me devora Há — ele me comeria. Pela voz. Pelos cabelos. Ele me comeria. Eu cederia por prazer. Meu pau duro, e ele me comendo. Como eu queria ser mulher para ser tomada por ele, e ele mulher para que eu o comesse. Desceria minhas calcinhas. Queria sentir, no corpo inventado, o choque do desejo. Imagino sua boca em meu pau, ou meu pau em sua boca. Nossas bocas. Nossas línguas. Trocar de corpos. Ser arrastada pelo seu gozo, jorrando em meu rosto. Eu ela. Eu ele. Um só corpo. Duas almas. Eu daria todas as noites para ele ler seus poemas recém-feitos. Eu mulher. Eu homem. Eu humano. Humana. Glaubia Costa 23 de dezembro de 2025