Como a canção de Cazuza: segredos de liquidificador Por Glaubia Isadora Costa Ele, com urgência, procurava um documento e encontrou fotografias da infância. Aos sete anos, pediu ao GPT para transformá-lo em menina — e gostou do resultado. Desde sempre, tinha essa mania reservada de gostar do feminino. Já transou com homens, mas sente mais atração por mulheres. Quantas pessoas vivem sob essa descrição, guardando esses segredos? Hoje, ele consolidou um blog com um heterônimo. Misturar roupas masculinas e femininas é seu desejo. Já usou saias, vestidos — e há anos usa calcinhas. Tão coloridas… calcinhas coloridas. Antes seria chamado de “bicha”, “gay”... Hoje, com o universo LGBTQIA+, há inúmeros nomes. Mas ainda assim seria ofendido com os mesmos rótulos. Às vezes, tem vontade de experimentar o universo drag, mas é meio recatado para esse tipo de performance. Gosta mais de literatura e arte. Já usou um vestido indiano na Flip, em Paraty. Saias pela cidade. O que uma mulher acha...
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Mostrando postagens de julho, 2025
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Ser homem. Gostar de amar mulheres. Transar com elas. Namorar. E, ainda assim, gostar de usar saias. Vestidos desenhados para corpos masculinos. Ter paixão por calcinhas. Afinal, somos humanos. Por que apenas a mulher teria o direito ao requinte, à beleza? Não se trata de vaidade — é amor por si mesmo. Glaubia Costa 27 de julho de 2025 — Domingo
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Canção ao espelho que nos revela Glaubia Costa 23 de julho de 2025 A calcinha escolhida na gaveta. Uma etiqueta de fabricação. Ela, delicadamente, faz o contato. Essa paixão por calcinhas, vestidos, maquiagem guarda os segredos de inúmeras vidas. Ah, se de repente pudesse ouvir, sentir suas outras existências... Ela, desesperadamente, se vê nua no espelho. E a memória de muitos nomes que já foi e que já não existem. Quem sabe, um dia, ir embora deste pequeno planeta e mergulhar nas águas do universo. É possível ver estrelas?
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Desbravando a intimidade humana Nada é certo. Tudo, incertezas. A vida não tem roteiro. Quem imagina? Um menino querendo ser livre? Experimentar sua menina? Um homem que experimenta mulheres e homens? Nada é certo. Nada se cria. Imagine: Através dos tempos, quantos seres humanos viveram isso — e ainda vivem? Quantas perseguições? Ser livre... Criar asas de cera? Ah, ser livre é tarefa de uma vida inteira. Ser livre é ato humano. Afinal, masculinos e femininos — somos humanos. Glaubia Costa 21 de julho de 2025, segunda-feira.
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Confissões de delicadezas Glaubia Costa Segunda-feira, 21 de julho de 2025 Ele ganhou uma calcinha no dia de seu aniversário. Um presente tão íntimo. Tão desejado. Fica pensativo. Como uma mulher que o ame irá aceitar esse prazer antigo — o de gostar de calcinhas e roupas femininas? Já experimentou o sexo com homens. Mas ama as mulheres. Guarda esses segredos em poemas, contos. Escreve. De forma anônima. Ama escrever sobre isso num blog que não divulga. E numa conta no Instagram. Afinal, somos humanos. E um homem não pode ser delicado? Ah, como ele gostaria de ter nascido mulher. Mas não quer mais reencarnar neste mundo. Hoje leu uma entrevista de Luciana Vedranini, sua musa. Ser livre — ela disse — é algo que ninguém é. Nem todo o dinheiro do mundo compra. Ele vive em seu pequeno mundo. Não conta a ninguém. Mas a calcinha que ganhou o encantou.
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O amor no sábado para Vinicius de Moraes por Glaubia Costa Hoje é sábado. Todos pensam em amar. Há o amor carnal. Vulva em vibração, pênis despertando, ânus piscando. Hoje é sábado. A dança do amor. Corpos desejam o sexo. Hoje é sábado. Todos os dias deveriam ser sábados. Quem sabe viver um eterno viver num sábado?
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Presentes inusitados João, que se descobre cada vez mais humano. Sempre ousou desbravar — sutilmente — o guarda-roupa feminino. Ai, João… que colecionava calcinhas, passou a usá-las. E confessava a algumas pessoas. Pois somos humanos — o sexo ainda nos define? E as roupas? Ai, este João… que experimenta mulheres e homens… Que já imaginou uma casa com arquitetura de vulva — isso mesmo, vulva! Ganhou uma calcinha de uma mulher. Ficou tão feliz. João é masculino… Mas adoraria brincar de estilista. Criar saias, vestidos — para todos os corpos. Ai, este João… que João… Que se delicia diante de vitrines de noivas e solta, em segredos de liquidificador, sua imaginação. Glaubia Costa Julho de 2025
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Ilusões numa tarde de inverno 15 de julho de 2025 Glaubia Costa Há doces sonhos. Estranhos. Numa sauna. Mulheres. Homens. A nosso dispor. Mas... Se jogar? Se lançar aos prazeres carnais? Sem nenhuma reserva moral? O que fazer? Deixar esses sonhos esvanecerem? Meros sonhos... Desejos de uma eroticidade livre — ou perversa?
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Manual da liberdade humana Glaubia Costa 12 de julho de 2025 Aí, vestidos. Saias. O que cai melhor num corpo masculino? As calcinhas são tão delicadas. Vestem — e nos seduzem. Há as lojas de departamentos. Mas por que não uma seção unissex? Para que tanta separação? Afinal, somos corpos. Nada mais que corpos. A sensibilidade é humana — não apenas feminina. Mas desafiar é a questão. Vestir uma saia, e pronto: cabe ao homem. E nada mais. Ir escolhendo calcinhas na seção feminina. As cuecas são tão cafonas. Os vestidos têm o caimento pensado para corpos femininos. Mas o que buscamos é liberdade. Liberdade de vestir. De amar. Mas liberdade é conquista. Desafiar as normas. Vencer as barreiras econômicas. O medo é necessário à sobrevivência humana. Mas vencer é o desafio. Enfrentar os padrões da moda. Ir além. Ser original. Afinal, estamos vivos! Vivas!
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Vulva incandescente Glaubia Costa 9 de julho de 2025 Há nem uma vulva delicada para passar as mãos, as línguas. Roçar minha vulva em outra vulva. Quem sabe, um pênis entre as pernas, entre as línguas. Oh, glorioso prazer dos corpos, neste dia frio de inverno. Eu, nua por dentro, neste ponto de ônibus. Minha vulva em fogo debaixo da calcinha, neste vestido que me encanta. Eu, amante desesperada em solidão.
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NÃO SOMOS Como me soa estranho só ver meninas de vestidos? Que tristeza para os meninos: sem direito a ser coloridos, sem experimentar maquiagem. Há liberdade se as roupas nos prendem a gêneros enquanto somos humanos? Penis e vulva nos destinam? Não somos penis e vulva. Somos humanos. — Glaubia Costa Julho de 2025
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fui chupado num muro sim, num muro aos catorze amei uma mulher aos dezesseis num bordel... outras vieram chupei um pau aos vinte e oito depois dos cinquenta fui penetrado por um imenso caralho sou todos todas tody sou desejo decifrado nas frestas dos armários gay hétero bi máscaras de corpos que amam às escondidas — Glaubia Costa julho de 2025
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Canção ao Feminino de sua alma Glaubia Costa E ele canta em versos íntimos: Sou lésbica. Amo as mulheres no meu Eu feminino. Recorda sempre um caso de amor… Nas estradas da Bahia, calcinhas coloridas, aquela mulher tão magra, em cima dele, roçando o corpo em êxtase. Depois, ele a penetrou. Na intimidade, dois espíritos femininos. Ele realmente seria livre, se mulher fosse. E ele conta, em seus versos íntimos: Eu, fêmea. Segue sua jornada heteronormativa — nas aparências. Mas sua alma é livre. Busca a mulher que o encontre e o dispa de máscaras. Calcinhas coloridas incendeiam sua imaginação. E canta em versos íntimos: Eu, fêmea. Eu, lésbica. Diante de um amor ainda irrealizado. Suas calcinhas, em gavetas. Um vestido, no guarda-roupa. Ele — e seu espírito feminino num corpo masculino. Amanhã, ei de fazer a barba. Mas hoje, ele canta em versos: Eu, fêmea. Nada mais que feminino! Quinta-feira, 3 de julho de 2025 – 14 graus. Chove.
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No silêncio do quarto Glaubia Costa – Julho de 2025 O ócio. Que ócio. Vestir saias — em corpos masculinos. Dançar nua no quarto. Amar homens de ternos, com calcinhas coloridas sob as calças. Liberdade? Me diga o que é isso se ainda usamos algemas mentais. Dar. Comer. Sentir. Corpos. Pepeca. Vulva. Buceta. Pênis. Pau. Caralho. O body para homens guardados. A cueca escondida no vestido da beata. Como não nos despimos? Desejos. Calcinhas em silêncio — compradas por homens que se disfarçam. Dançar nua e nu num quarto. Dois homens. Duas mulheres. Todos de quatro, em danças... calcinhas coloridas. O sexo. O amor. Entre livros. Diálogos com IA. Gozo de liberdade. E, na rua, senhores e senhoras quase santificados.