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  Canção ao humano e seus prazeres Corpos e almas Que forja é esta que os deuses fizeram, homens e mulheres? Há corpos que nos encantam. A masculinidade e a feminilidade, em suas doçuras, sugamos o doce néctar dos sexos. A vulva e o pênis, que nos lambuzam de prazer. Dois corpos a nos amar, sem amarras morais. Só o prazer de corpos e almas. Glaubia Costa Antes de chegar Maio de 2026
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  Esta calcinha foi apropriada por um corpo masculino. Sim, um homem a usa. Uma liberdade, uma ruptura dos usos e dos códigos. O corpo masculino também merece o belo. Um homem cis, bi, hétero. Um homem.  Glaubia Costa, março de 2026
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 A calcinha sobre um short.  Ele irá vesti-la.  Não é armadura. É desejo.  É liberdade.  É a vontade de transitar entre o masculino e o feminino.  Bi. Gay. Travesti. Hétero. Mulher trans.  Uma roupa pensada para um corpo feminino, vestida por um homem cis.  Gláubia Costa Fevereiro de 2026
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  Homens apenas humanos As calcinhas. Elas têm um lance de criatividade e conforto. Mas nem todas cabem num corpo masculino. Ele deixou de usar cuecas há anos. Raramente as usa. Mas tem uma gaveta repleta de calcinhas, com exceção das samba-canção. Uma outra forma de liberdade. Homens deveriam se libertar e sair por aí de saias, vestidos. Homens deveriam se reconhecer humanos. Ter a criatividade. É tão bonito ver as mulheres se cuidando. Mas e eles? Ficam de fora. E bem além da vaidade. É liberdade. Eles só têm o prazer do tórax desnudo. Mas, de resto? Agora, a beleza das bermudas de ciclistas, coladas em seus corpos. Há corpos para serem vistos longe da mesmice de bermudas, calças e camisas. Nos anos 70, 80, usavam aqueles shorts curtos. E agora as bermudas. Sem a silhueta de seus pênis. Homens, libertem-se. Sejam humanos. Só humanos. Glaubia Costa 7 de fevereiro de 2026, sábado
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  O campo aberto do amar Na adolescência, dois garotos procuram informações sobre sexualidade. Anos 80. Chegam a um livro empoeirado de Kinsey. Um dia, num campo, surge a vontade de experimentar o sexo. Mas não vem a ereção. Nem o toque. Vem o desejo. A bissexualidade, desde a infância, era atravessada por conflitos alimentados pela velha moral cristã. Hoje, ele percebe: somos humanos. Não deveríamos nos aprisionar às siglas. Faltou educação sexual nas escolas. A sociedade, porém, segue perversa em seu moralismo, enquanto jovens são lançados à pornografia de acesso rápido — do celular ao computador. Precisamos debater essa questão a fundo. Segundo Freud, nascemos bissexuais. Então por que homens, sendo humanos, não têm acesso à seda, às saias, aos tecidos leves em suas cuecas? Muitos aderem às calcinhas. Liberdade em tempos do movimento LGBTQIA+. E nós, mulheres, seguimos enfrentando o feminicídio e as críticas sobre como nos vestimos. Vi uma mulher idosa, com a calcinha à mostr...
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  Calcinhas coloridas, em festa. Há dançar. Dançar. Calcinhas coloridas. E danço nua pela casa, mesmo despida. Glaubia Costa Janeiro de 2026