Um dia de saias num concurso Glaubia Costa Zé Buceta resolveu prestar um concurso. Foi de saia preta e blusinha feminina. Cansou desse papo de que homens não devem ser criativos. Zé Buceta é homem cis. Demorou a entender essas nomenclaturas. Ama mulheres cis. Mas é criativo. Vestiu a saia encomendada na loja de uma amiga. Já tinham marcado uma tarde de sábado para brincar de drag queen , fazer vídeos e fotografar. Zé Buceta está cansado desse patriarcado infeliz. Homens têm sensibilidade — para ser como quiserem ser. Outubro de 2025
Postagens
Mostrando postagens de outubro, 2025
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
A máscara jogada na cama João, se tivesse nascido com uma buceta, seria tão inquieto? Uma bela buceta entre suas pernas. Mas João também curte seu pau. João não aceita a camisa de força do gênero, do sexo. Pode se entregar inteiramente a homens e mulheres. Despir-se em encanto. Sentir o gosto do sexo em sua boca. Paus. Bucetas. Ama de forma indefinida. Roupas, todas, sem limite. Calcinhas. Até já pensa em usar também as cafonas cuecas que seguram seu pequeno falo. Ah, João — Mônica — Carlos. Um só corpo, tantas peles. Veste-se de todos. Veste-se de si. Como seria João se tivesse uma vulva em vez de um pênis? Gláubia Costa Outubro. Rosa e azul, fusão de corpos. Outubro de 2025.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Canção da Primavera Glaubia Costa Outubro de 2025 A calcinha. Uma velha calcinha. Gaveta cheia de calcinhas que ele veste, usa no dia a dia. Amores bravios. Domingo à noite. A calcinha delicada, tão delicada, macia em seu corpo. Ah, homens, não sabem o que é liberdade? A calcinha. Vestidos guardados. Caixas de maquiagem. E, no fim, somos humanos — nada mais que humanos, presos às convenções sociais. Onde está sua liberdade?
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Canção para quebrar armários Há noite. Tão ingrata noite, em que homens se vestem de mulheres. Se jogam na ilusão. Dá vontade de ser. Como é cafona ser homem. Estar preso a ternos, calças, sem direito à liberdade de se vestir. Há noite em que armários se abrem. E um gostinho de liberdade. Os homens ainda não descobriram uma humanidade livre, colorida de florais, vestidos, calcinha, depilar-se. Há noite que todos os homens se libertem dos armários e saiam num cortejo de saias, batons, vestidos. Há homens que, na sua noite interior, descubram a alegria de seu eu feminino. Glaubia Costa Outubro de 2025