**O amor é um acidente sem hora marcada**
*Relato ouvido por Glaubia Costa*
Hoje não estou afim de usar cuecas nem calcinhas. Quero ficar livre.
Ainda não penetrei um homem.
Só não comi um ânus — de homem nem de mulher.
Só fui penetrado por um homem. Tinha um pênis enorme. Que me deliciei. Chupei e fui penetrado.
Um macho jovem.
E eu, depois dos cinquenta anos, perdi minha virgindade.
O encontrei numa praia.
Conversamos um pouco e ele se abriu.
Eu não quis perder essa oportunidade.
Conversamos por WhatsApp e marcamos. Era janeiro. Numa praia.
Achei estranho, pois não tive ereção, como agora estou — com ereção.
Mas amo transar com mulheres.
Elas são encanto.
Ele ama mulheres.
E às vezes se encanta com homens. Às vezes.
Ele roçou a barba.
Seu pênis ereto.
Seus desejos por mulheres e homens.
Escondidos.
Em sua gaveta de calcinhas.
Ser livre, mesmo que discreto.
O amor é um acidente sem hora marcada.
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3 de Agosto de 2025 , Domingo
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