E o desejo flui sem se dar conta de moral
Glaubia Costa
Manhã de inverno.
Ele medita ao acordar.
Mas os desejos, às vezes contraditórios,
vêm —
um desejo de ser possuído por um homem,
de ser penetrado.
Nas ruas, porém,
não encontra homens tão interessantes.
Assim, prefere as mulheres.
Como entender
esses desejos matinais?
Afinal, somos humanos…
Mulheres e homens
nos atraem.
São corpos,
vulvas,
falos,
peitos,
tórax,
pernas,
ânus,
fluidos,
bocas.
E o desejo flui,
sem se dar conta de moral.
Há uma moral que nos inibe,
mas os corpos
são desejos profundos,
vidas inteiras de repressão.
Sem deixar de lado o amor,
flui o libido.
Somos almas,
corpos,
desejo.
Glaubia Isadora Costa
18 de setembro de 2025, quinta-feira
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