A armadilha de amar
Por Glaubia Costa
24 de junho de 2025, terça-feira
Com homens, deitou-se duas vezes.
Com mulheres, inúmeras vezes.
Como é desafiador amar homens e mulheres.
A primeira vez foi na infância —
sem nenhum trauma.
O trauma veio depois,
nas mãos da religião do proibido.
Ainda amou pouco.
O resto foi disfarce…
disfarce de sua sexualidade
para o mundo hétero.
Mas, para si, é livre.
Essas nomenclaturas são formas de bolo,
mas os corpos não reconhecem essas formas.
Amar. Simplesmente amar.
Amar humanos.
Afinal… qual é o seu sexo?
Nem reparei se era homem ou mulher.
Vi apenas uma pessoa querendo amar.
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