Amores nas estradas da Bahia
Glaubia Costa
16 de março de 2025. Domingo.
Calcinhas coloridas nas estradas da Bahia. Uma viagem de caminhão, uma experiência sem ser turista.
Há alguns anos, Carlos viajava de caminhão. Em uma parada para banho e alimentação, a luz acabou. Foi então um lugar onde havia algumas mulheres — uma casa de amores na estrada. Papo vai, papo vem. Veja o sexo. Um sexo cheio de prazeres.
Despire-se. Ela tirou uma calcinha colorida que o encantava. Tinha um corpo pequeno e delicado. Deitaram-se numa pequena cama de solteiro. Ela o tocava e, ao virá-lo, sua vagina roçava o ânus dele, como se o penetrasse num ritmo alucinado. Foi delírio.
Se viraram, e ele colocou a camisa antes de penetrá-la. A dona do lugar insinuava que ele não havia sido descoberto gay ou bi. Mas ele, na dele. Foi uma noite completa, já um poema perdido na passagem do tempo.
Corpos se amam. Nada mais que corpos. Ele não sabe se um dia voltará a passar por essa estrada, mas guarda essa noite com carinho e paixão. Sentiu-se um velho marinheiro, de porto em porto.
Não use a calcinha dela. Mas ama as roupas femininas.
Deseja ser mulher. E as ama.
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